Saúde Mental na Prática: Oficina "Tessituras do Bem-Estar" promove reflexão sobre o Eu e o coletivo
No cenário atual, onde o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é um desafio constante, a saúde mental deixa de ser um tema individual para se tornar uma construção coletiva
No cenário atual, onde o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é um desafio constante, a saúde mental deixa de ser um tema individual para se tornar uma construção coletiva. Foi com esse foco que aconteceu o momento "Tessituras do Bem-Estar: Onde eu e o coletivo nos encontramos", uma jornada prática de uma hora que conectou ergonomia, relações de gênero e responsabilidade compartilhada. O momento foi conduzido pela equipe da Coordenadoria de Gestão de Pessoas, através da psicóloga Ádre Millena G. Dorta, da assistente social Ediane da Rocha Pereira e da estagiária de graduação em educação física Jully Dianne Lima de Souza.
A abertura, conduzida pela psicóloga Ádre e pela estagiária Jully, trouxe uma perspectiva física para o bem-estar mental. Através do “Check-in Corporal”, os participantes foram convidados a refletirem o impacto da falta de cuidado físico ao longo do dia nas emoções e bem estar. A mensagem foi clara, a ergonomia vai muito além da cadeira certa, trata-se da percepção dos próprios limites. Um corpo exausto por má postura ou pela ausência de pausas é o terreno fértil para uma mente ansiosa, a demonstração prática de reforço postural como pequenos ajustes financeiros pode prevenir grandes desgastes emocionais.
O segundo bloco abordou a saúde mental como um fator social. A dinâmica "Caminhada de Privilégios e Cargas" expõe, de forma visual e sensível, como as questões de assédio impactam o cotidiano. Através da dinâmica, o grupo propôs a percepção de que as questões levantadas podem ser percebidas em situações de desigualdade de gênero e em posições de liderança, fazendo com que haja um cuidado maior no combate ao assédio e à sobrecarga que culminam na saúde mental.
A reta final da oficina, mediada por Ediane, desafiou o conceito de que "cada um cuida de si". No "Mapa de Responsabilidades", o grupo debateu a diferença entre o que é decisão individual (Autonomia) e o que deve ser construído em conjunto (Corresponsabilidade). O consenso foi transformador, o controle sobre o próprio ritmo reduz o esgotamento, mas a saúde mental de um colega sobrecarregado é, sim, uma responsabilidade do grupo. O apoio e a redistribuição de tarefas surgem como ferramentas essenciais de cuidado mútuo.
O encerramento, materializou as reflexões na “Carta de Acordos Invisíveis”. Os participantes definiram atitudes práticas para melhorar o clima organizacional, como o respeito ao horário de descanso e a validação das opiniões em reuniões. O momento proposto através da ação mensal do calendário da saúde com o tema apresentado ao janeiro branco, não foi apenas um evento, mas um convite para que cada um entenda que, embora a mente seja individual, o ambiente que a sustentação é feito por todos nós.
Fonte: Ádre Millena Gonçalves Dorta.
Data: 18/02/2026