CAMPANHA MAIO LARANJA
Prevenção e Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Em um esforço conjunto para fortalecer a rede de proteção à infância e juventude, a Diretoria Regional de Educação (DRE) de Confresa, por meio de sua Equipe Psicossocial, promoveu uma importante ação socioeducativa na Escola Estadual Indígena Hadori, no município de Luciara. A iniciativa, realizada na última terça-feira (12/05), integra a campanha “Maio Laranja”, marco nacional de combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
O trabalho foi conduzido pela psicóloga Ana Morgana de Morais e pela assistente social Marcela Pereira Alves, que compõem a Coordenadoria de Gestão Pedagógica (COGER) da DRE, com o apoio estratégico do psicólogo Alex Sandro da Silva Gomes, representante do CRAS de Luciara. O foco central foi adaptar a mensagem de prevenção ao contexto cultural do povo Karajá, garantindo que a informação chegasse de forma clara e respeitosa aos estudantes.
Metodologia adaptada e sensibilidade cultural
Para obter os objetivos propostos, a equipe dividiu os trabalhos em dois períodos. No período matutino, as atividades foram voltadas às crianças de 6 a 10 anos, no período vespertino, o diálogo foi direcionado aos adolescentes de 12 a 17 anos.
O grande diferencial da ação foi a utilização de estratégias lúdicas culturalmente sensíveis. A ferramenta pedagógica principal foi o “Semáforo do Toque”, que utiliza cores para ensinar os limites do corpo: o verde para toques permitidos e seguros, o amarelo para sinais de atenção e o vermelho para toques proibidos ou invasivos. Foram utilizadas figuras representativas masculina e feminina adaptadas à identidade visual indígena, o que gerou um sentimento de pertencimento e facilitou a identificação dos alunos com a temática.
O papel da mediação linguística
A eficácia da ação foi potencializada pela participação ativa dos professores indígenas da unidade Hadori. Eles atuaram como mediadores culturais, realizando a tradução simultânea para a língua materna durante os momentos de orientação. Essa ponte linguística foi fundamental para que os estudantes compreendessem a importância do autocuidado e se sentissem encorajados a buscar adultos de confiança, como pais e profissionais da escola, caso vivenciem situações de desconforto.
Resultados e impacto na comunidade
Os resultados preliminares apontam um alto engajamento. Observou-se que a metodologia visual facilitou a compreensão de conceitos complexos, transformando o ambiente escolar em um espaço seguro de escuta e aprendizado. Além da pintura e identificação das áreas corporais, os alunos participaram de roda de conversa e compartilharam percepções sobre proteção e direitos.
Esta ação está em plena conformidade com a Lei Federal nº 9.970/2000, que institui o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”. Ao levar a campanha para dentro do território indígena de forma adaptada, a DRE Confresa reafirma seu compromisso com a proteção integral de todos os estudantes, respeitando as diversidades e fortalecendo os vínculos entre a escola, a rede de assistência social e a comunidade local.
Fonte:
Data: 15/05/2026